sexta-feira, 15 de junho de 2007

Não fostes vós quem me escolhestes...

Agora eu lembro dessa passagem do evangelho escrito por João, capítulo 15 e versículo 16, onde Cristo estava dizendo:

Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.


Já faz cerca de duas semanas o pastor da minha congregação conversou comigo, com os presbíteros da igreja e resolveu me separar para o ministério. Aí ontem, ele esteve apresentando o meu nome na reunião mensal dos obreiros na igreja sede. Assim agora eu sou um Auxiliar no corpo de obreiros da Igreja Evangélica Assembléia de Deus.

Os caminhos de Deus são realmente inexplicáveis. É claro que eu almejava e desejava isso, mas na verdade não sabia que seria tão no presente.

Agora é me aplicar ainda mais e a cada dia estar pronto pra ajudar a propagar o evangelho de Cristo aos habitantes desse mundo desolado.

Discussão

Tive na noite de hoje uma discussão a respeito de música com o vice-líder da mocidade da
nossa igreja. Ele me chamou a atenção pelo fato de eu estar tocando uma música
do Caetano Veloso com a galera jovem no ônibus na volta de um passeio que a gente deu na City de Joinville.

Aí me
vem a idéia para esse post. Como se
comportar frente a isso?
Não quero entrar em tolas discussões teológicas,
éticas, morais ou quais sejam. Tenho minha idéia bem formada já sobre o assunto.

Não
creio que a gente deva dividir o mundo entre Deus e o Diabo e delegar-mos ao
segundo tudo o que os "humildes" servos do primeiro considerem errado. Não é bem
assim. Existem músicas que não se referem a Deus, mas nem por isso podem ser
rotuladas como satânicas.

Achar que o artista por professar uma
suposta fé evangélica, fazer uma pretensa música gospel, deva ser considerada de Deus e que tudo o que
está fora disso do Diabo é um radicalismo tolo e ultrapassado. Tem muita música
dita gospel que não
lembra em nenhum momento o nome de Deus ou Jesus, deixam tudo implícito, dando
margem para dúbias interpretações.

Assim, acho que é hora de nós
tomarmos partido, escolhermos se queremos servir a Deus verdadeiramente ou se
vamos ficar nos preocupando com picuínhas que não levam a nada.
Mas também, pouco
importa. Nós os jovens somos a igreja do futuro, somos nós que vamos louvar a
Deus quando essa ultrapassada geração se for. Então eles podem ainda defenderem
seus pontos de vista agora, logo eles não estarão mais aqui...

Dizem que a igreja está
cada vez mais distante do primeiro amor e acham tantos motivos. Tudo bem, podem
dizer que nós vamos ser uma igreja fria, morta, mundana. Acho que Deus conhece a
cada um e saberá entender as diferentes visões de mundo entre diversas
gerações...

Cancioneiro Popular


Aí está mais uma música dita popular que pra mim representa alguma coisa no sentido de religiosidade presente. Gravação de Alceu Valença, Tu vens:



Na bruma leve das paixões que vem de dentro,Tu vens chegando pra
brincar no meu quintal.

No teu cavalo, peito nu, cabelo ao vento, E o Sol quarando
nossas roupas no varal.


Tu vens, Tu vens, Eu ja escuto os teus sinais.

Tu vens, tu vens, Eu ja escuto os teus sinais.


A voz de um anjo sussurou no meu ouvido, Eu não
duvido já escuto os teus sinais.

Que tu virias numa manhã de domingo, Eu te anuncio
nos sinos das catedrais.



De repente eu estou descobrindo um caminho de assimilação. Mistura de evolucionismo, criacionismo & ecumenismo.

Há quem já não me considere cristão. É pena. Ainda me sinto cristão...