quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A Questão do Dízimo

Recentemente aceitei um "desafio" que envolvia dízimos e ofertas e de lá para cá tenho andado a pesquisar sobre o tema em livros, blogs, revistas e claro, na Bíblia Sagrada. E o resultado tem sido bastante desalentador. São muitas visões diferentes, pontos de vista divergentes e defesas apaixonadas de lado a lado.
Ainda não estou pronto a emitir a minha opinião sobre o tema, mas encontrei um excerto interessante que gostaria de compartilhar com meus eventuais leitores, pois analisa os dízimos na sociedade hebraica partindo do fato dela ser uma sociedade teocrática, bem diferente da nossa sociedade brasileira da atualidade.


O PROPÓSITO DO DÍZIMO 

No Velho Testamento há quatro dízimos: 
1. As pessoas pagavam um dízimo geral aos Levitas. 
  «E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação» (Números 18:21). 
 Todas as tribos de Israel, exceptuando os Levitas, tinham uma área geográfica designada como sua “herança”. Mas os Levitas, como contrapartida pela sua obra na nação, recebiam da população um imposto sobre os rendimentos de 10%. 
 Os Levitas funcionavam como Inspetores Sanitários (Marcos 1.44), Polícia, Departamento de Justiça, e Departamento da Educação. Sendo mais claros, os Levitas eram o serviço público (ou função pública) em Israel, e eram suportados por um sistema de impostos sobre os rendimentos chamado “dízimos”. 

 2. Por sua vez, os Levitas pagavam o dízimo dos dízimos gerais aos sacerdotes.
 «E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Também falarás aos levitas, e dir-lhes-ás: Quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel, que eu deles vos tenho dado por vossa herança, deles oferecereis uma oferta alçada ao SENHOR, os dízimos dos dízimos» (Números 18:25,26).
 Todos os sacerdotes eram Levitas, mas nem todos os Levitas eram sacerdotes. Os sacerdotes descendiam de Aarão e tinham responsabilidades específicas relacionadas com a adoração no Templo. 
 Os segundos dízimos garantiam a segurança financeira dos sacerdotes, e por conseguinte protegiam o sistema do Templo. 

 3. As pessoas observavam o pagamento de um dízimo na sua peregrinação anual a Jerusalém. 
 «Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. E, perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o Seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogénitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR teu Deus todos os dias. E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o SENHOR teu Deus para ali pôr o Seu nome, quando o SENHOR teu Deus te tiver abençoado; Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus; E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa» (Deuteronómio 14:22-26)
 Ao povo de Israel era requerido que se reunisse 3 vezes por ano em Jerusalém (lugar escolhido por Deus para as grandes festas). Este tempo deveria ser de regozijo e o Senhor queria assegurar que toda a gente teria recursos suficientes disponíveis que lhes desse a possibilidade de gozarem em pleno. Ele fê-lo ordenando que pusessem de parte 10% do seu rendimento anual para esse propósito. 
 Notemos o versículo seguinte (versículo 27): «Porém não desampararás o levita …» Isto era uma referência ao primeiro dízimo. Por outras palavras, o terceiro dízimo (para as festas anuais) não deveria ser confundido com o dízimo separado para os Levitas. 

 4. As pessoas pagavam um dízimo para os pobres, os órfãos, e as viúvas. 
  «Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas; então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem (Deuteronómio 14:28-29)
 Em Portugal chamamos a isto “Segurança Social”. Pagava-se uma vez de três em três anos , o que o tornava um terço do décimo anual. 
 Estes dízimos não eram ofertas. Eram impostos. Os dízimos pagos pelo Israelitas seriam 23,3% do seu rendimento anual, que é cerca do mesmo que o cidadão médio Português paga hoje em impostos sobre os rendimentos.

Extraído de http://www.iqc.pt.vu/

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Casamento entre pessoas do mesmo sexo.


Recentemente me perguntaram qual seria a minha opinião a respeito desse assunto.
Eu respondi que sou extremamente favorável a aprovação de uma lei que regulamente o casamento entre homossexuais.

E aqui explico. 
A função do cristão não é condenar, nem julgar e muito menos proibir coisa alguma.
Nossa função deve ser ensinar, influenciar, através de nosso exemplo prático ou pela pregação do Evangelho de Amor de Cristo.

Proibição nunca coibiu o pecado. 
Isso me lembra aqueles pastores, de antigamente e de hoje, que no afã de evitar que suas ovelhas pequem, colocam uma série de barreiras entre estas e o "pecado". Mas aí estão mais de cem anos de AD que nos ensinam algo: quanto mais os pastores proibiam, mais o pessoal exagerava. Aí chegava um ponto em que mudavam a "doutrina" para não esvaziar a igreja. Assim foi com a televisão, com o computador, com o uso de calças para as senhoras, entre outros que tais...

Então repito, não proíbam. Apenas vivam aquilo que consideram como certo. Se de fato tiverem a essência do Espírito Santo em suas vidas ele há de convencer através de seu exemplo aos seus "opositores". No mais, releiam o que diz Paulo à Tito no capítulo 03 de sua epístola.

Paz a todos.  

domingo, 20 de janeiro de 2013

Ceticismo e Fé



* Texto antigo encontrado em vários sites e blogs. Desconheço o autor.

No ventre de uma Mulher grávida estavam dois bebês. Dialogando.
- Você acredita na vida apos o nascimento
- Certamente. Algo tem que haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente por
nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos
com nossos próprios pés e comeremos com a boca
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca... É totalmente ridículo!
O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída -
o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados
a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida.
E, afinal de contas , a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a Mamãe
e ela cuidará de nós.
- Mamãe! Você acredita na mamãe! E onde ela supostamente está? 
- Onde?! Em tudo a nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas ás vezes, quando estamos em silêncio, você não a ouve cantando? Ou não sente como ela afaga nosso mundo? Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera. Agora apenas estamos nos preparando para ela...

É um texto autoexplicativo. De um lado o Ceticismo de outro a Fé. Qual dos dois será o verdadeiro? Como cristão cético encontrei algum conforto ao ler esse texto... Tirem suas conclusões.