segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A atualidade de Rm 10

"Meus irmãos, desejo de todo o coração que o meu próprio povo seja salvo. E peço a Deus em favor deles porque eu sou testemunha de que eles são muito dedicados a Deus. Mas a dedicação deles não está baseada no verdadeiro conhecimento, pois eles não conhecem a maneira como Deus aceita as pessoas e assim têm procurado conseguir isso da sua própria maneira. Eles rejeitaram o modo de Deus aceitar as pessoas".
Paulo escreveu isso tendo Israel em mente. 
Sendo a Igreja hoje o Israel de Deus, creio que se encaixa como uma luva em determinados movimentos e denominações dentro do cristianismo.
Infelizmente.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Reforma Protestante - uma breve explanação

Nessa semana fui convidado pelo meu sogro, José de Moraes, para participar do programa Voz Missionária na rádio Difusora de São Jorge d'Oeste-PR, que ele estaria apresentando na ausência do titular, Juvenil Dutra.

Planejava fazer uma explanação sobre a Reforma Protestante, abordando todo o contexto histórico que gerou a sua necessidade. Como é um tema deveras abrangente, meu esboço acabou ficando muito longo para um programa com limite de horário. Então tive de condensar bastante minha fala e acabei não gostando muito do resultado final (que pode ser conferido no vídeo abaixo).

Por isso, pretendo ainda nessa semana postar outro vídeo abordando mais devidamente os pontos citados e outros que acabaram ficando de fora.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

SOTERIOLOGIA: Um breve olhar sobre a Salvação

PARTE 3  


Já falamos em artigo anterior sobre a impossibilidade humana de obter salvação. Contudo hoje para finalizar essa série, vamos discorrer sobre algumas "teorias" religiosas ditas cristãs e veremos a respeito de suas doutrinas acerca da salvação, doutrinas essas pretensamente baseadas na Bíblia, mas que na prática tornam o sacrifício de Cristo incompleto, quando não desnecessário. O objetivo aqui é apenas dar uma visão geral sobre o assunto, pois o tema é vasto e esgotá-lo exigiria um tempo e um espaço que escapam da nossa intenção inicial ao pensarmos essa série. 


Comecemos analisando rapidamente o Mormonismo. Logo no seu credo básico, os 13 pontos, escrito pelo fundador da igreja, Joseph Smith, encontramos uma breve definição da Salvação Mórmon: Fé no Senhor Jesus Cristo, Arrependimento, Batismo para remissão de pecados e imposição de mãos para o Espírito Santo. A primeira vista parece extremamente fiel a nossa visão Bíblica, mas se tivessemos tempo de analisar com a devida atenção, veríamos que o Deus e o Cristo do Mormonismo não são os mesmos que a Bíblia revela e tampouco a obra expiatória de Cristo tem o mesmo significado. Basta citar um dos pontos do credo Mórmon como exemplo: "Cremos na coligação literal de Israel e na restauração das Dez Tribos; que Sião (a Nova Jerusalém) será construída no continente americano; que Cristo reinará pessoalmente na Terra; e que a Terra será renovada e receberá sua glória paradisíaca." Qual a base bíblica para  acreditarmos nisso? Em tempos de indecisão quanto ao território de Israel até fazia sentido, mas hoje os judeus estão firmemente postados na sua Palestina e não vejo razão para de lá saírem.  

Pois bem, a respeito da Doutrina da Salvação os Mórmons também são pródigos em inventar disparates, como exemplo cito o Batismo pelos Mortos. Supostamente embasados na Bíblia (Hebreus 6-1,2) os mórmons afirmam que "os que estão vivos fazem trabalho vicário para os seus mortos, e, assim tornam-se 'salvadores do Monte Sião' ".  (Extraído d'O plano da salvação, P. 32). Vejamos o que diz a referência citada: Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, E da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno. Hebreus 6:1-2
Em que momento se prega batismo pelos mortos? Certamente é um caso de má interpretação do texto. Convém citar também outro versículo neo-testamentário que erroneamente os mórmons citam para justificar esse ato: De outra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que então se batizam por eles? 1 Coríntios 15:29
Analisando o contexto dessa passagem vemos que Paulo está doutrinando sobre a ressurreição dos mortos e usa nesse caso essa referência a esse tipo de batismo, praticado pelos pagãos da época, como uma refutação aos que praticavam tal batismo, mas não criam na ressurreição. Em momento algum portanto, Paulo "legaliza" o batismo pelos mortos. 

Ainda no quesito "exaltação", que é como eles se referem à salvação, os mórmons incorrem em outros graves erros, afirmam, por exemplo, que condenar uma pessoa com boas intenções viola a lei da misericórdia de Deus. Ora sendo assim, basta eu me predispor a ser bom que todo o mal que porventura eu venha a fazer será esquecido? Não seria isso portanto o mesmo que ser salvo pelas obras? Ou pior, pois nem precisariam boas obras, bastaria ter vontade, ter a intenção de praticar uma boa ação. Afirmam eles portanto, que não basta a graça apenas, é necessário nosso "esforço", em forma de intenção. Nesse ponto os Mórmons "superam" inclusive seus irmãos Católicos, personagens de nossos próximos parágrafos (digo irmãos, pois os Mórmons não se consideram protestantes, tendo inclusive trabalhado em conjunto com a ICAR em trabalhos humanitários e sociais).
  
Segundo os Mórmons, após a ressurreição Jesus teria visitado um antigo povo que vivia no continente americano, povo esse que a História e a Arqueologia desconhecem totalmente

Para o Catolicismo a salvação pode ser merecida, recebida ou atingida pelas obras de alguém. O Conselho de Trento diz, no Cânone XVIII: "Se alguém diz que os mandamentos de Deus são impossíveis de serem cumpridos, mesmo por alguém justificado e constituído na graça: seja um anátema". 

Assim a igreja Católica instituiu os chamados sete sacramentos que devem ser seguidos para se obter a salvação. São eles: o batismo, a confirmação, a Santa Eucaristia, a Penitência, a Extrema Unção, as Ordenações Sagradas e o Matrimônio.
Além destes sacramentos ainda é necessária a realização de boas obras: como a freqüência a igreja, as missas, os rosários, jejuns, o uso de medalhas e crucifixos, as esmolas... E para completar o descabido absurdo o catecismo católico ensina que essas boas ações podem ser acumuladas e transmitidas aos outros conforme auferimos do Catecismo de Baltimore"A satisfação superabundante da Abençoada Virgem Maria e dos santos é aquela que ganharam durante seu tempo de vida mas não necessitavam, quais a igreja atribui aos seus membros companheiros da comunhão dos santos".

Um último descalabro a respeito da salvação no catolicismo encontra-se na Doutrina do purgatório. Segundo o catolicismo o purgatório é um lugar intermediário para onde são enviadas as almas dos nem tão maus, a ponto de irem ao inferno, mas nem tão bons, para merecerem o Paraíso. Lá essas almas seriam purificadas pelo fogo, recebendo a ajuda das orações pelos mortos, das missas e das esmolas, daqueles que aqui ficaram. Desnecessário dizer que o único "embasamento bíblico" dessa doutrina vem dos livros apócrifos, o que por si só já invalida a tese. 


Assim podemos concluir que a Igreja Católica é construída sobre um sistema de salvação pelas obras, sobre o mérito humano, e não sobre méritos apenas da perfeita e substitutiva morte de Jesus Cristo pelos pecadores. Portanto, o Catolicismo destrói o caráter puramente gracioso da salvação e substitui por um sistema de graça mais obras.

Enfim, aí estão dois exemplos de igrejas teoricamente cristãs, mas que na prática relegam o sacrifício vicário de Cristo à um segundo plano em seus esquemas de salvação. Poderíamos citar ainda as famigeradas Testemunhas de Jeová, que entre outros absurdos afirmam que a existência de um inferno para os iníquos é contrária à bondade divina e que apenas um número exato de pessoas serão salvas e farão parte da igreja celestial: os 144.000 mil selados do Apocalipse, que na sua versão são todos eles fiéis seguidores da Sociedade Torre de Vigia


Poderíamos abrir também um tópico específico sobre a visão legalista do Adventismo, que entre outras coisas afirma que a obediência aos mandamentos mosaicos, ali incluso a guarda do sábado, são requisitos fundamentais para se alcançar a salvação e que após o julgamento final o grupo dos pecadores (aumentado significativamente por cristãos que guardam o domingo) serão destruídos por Deus, inexistindo portanto um castigo eterno, mas tão somente uma "morte definitiva". 


E ainda poderíamos nos deter nas ordenanças impostas a seus membros pela Congregação Cristã, práticas essas que convencionamos chamar de  usos & costumes, mas que nessa denominação tomam forma de condição sine qua nom para se obter salvação. Mas entrando nesse assunto a "conversa" iria longe, pois afinal de contas doutrinar com base em costumes é prática usual de muitas outras denominações cristãs, inclusive muitas pentecostais, e como o objetivo aqui é mais geral do que específico deixo o tema para analise em outro artigo no futuro.


Então apenas para concluir a nossa argumentação creio ser possível perceber que muitas denominações pretensamente cristãs ao depositarem sua confiança em suas próprias forças diminuem a obra de Cristo e com isso fatalmente entristecem o Espírito Santo, cumprindo assim literalmente o exposto em Romanos 10.3: "Porquanto, não conhecendo a justiça de divina, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus".  



Que Deus nos dê graça e entendimento para que possamos levar a VERDADE para os que dela necessitam sempre lembrando o conselho do apóstolo Paulo: Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuide para que não caia! 1 Coríntios 10:12






PARTE 1


PARTE 2